domingo, 26 de abril de 2009

Cap. I - Numa cidade distante

Todos têm interesse sobre histórias tensas, de humor, de tensão, de tesão, ou seja, aquelas que causam uma curiosidade sobre o que acontecerá e esta, é uma dessas. Então deixe a história penetrar sobre você, sinta-se envolvido e deixe fluir lentamente, pois será assim o desenrolar desta história simples.

Há muitos anos atrás em Palestina, cidade do interior de São Paulo, localizada na subregião de São José do Rio Preto houve o primeiro caso de gêmeas siamesas.

Em uma noite muito fria de inverno no ano de 1983, Gertrudes mulher de Vadenberg Brodowlski, um germânico muito conservador, deu a luz a duas meninas lindas, porém para surpresa de toda a região elas eram siamesas. Ao primeiro ver todos se assustaram com aqueles bebês, inclusive o pai, pois não sabia como era possível aquilo ter acontecido com ele, justamente ele que esperou tanto por aquele momento.

Gertrudes estava assustada mas encantada com as meninas, enquanto Vadenberg reclamava com a parteira, jurando ter sido amaldiçoado, a mãe tentava acalmar as meninas que choravam desesperadamente, parecendo entender o desespero do pai, mas também choravam de fome; e foi então que Gertrudes teve que dar um jeito de encaixar as duas meninas, em cada um dos peitos cheios de leite, para a primeira amamentação.

Foi um momento mágico, ver as duas garotinhas sugarem todo aquele leite como se fosse a última refeição de suas vidas, mas na verdade aquele era apenas o primeiro banquete de suas vidas.

Após amamentar as crianças Dna. Josefa foi limpá-las, enquanto Gertrudes, ainda cansada, tentava explicar ao pai que haveria uma forma de separar aquelas duas crianças, porque Deus, não estava castigando-o e sim desafiando-o e para provar que estava disposto a encarar aquele fenômeno da melhor forma, a mulher apenas queria que o homem acreditasse que tudo daria certo e seriam uma família perfeita. E então, o pai ergueu a cabeça e foi até o cartório registrar as meninas.

Ao sair de casa percebeu que todos os vizinhos estavam olhando de forma diferente, como se dissessem no olhar': 'lá vai o alemão, pai das meninas grudadas, ele deve estar pagando por todo o caos gerado por seu país', mesmo assim o homem seguiu seu caminho. Chegando ao Cartório, pegou a fila de espera e lembrou que não tinham decidido o nome das filhas, então lembrou do pouco que viu e ouviu a esposa falar sobre elas; logo chamaram pelo nome de Vadenberg, meio que engasgando na pronúncia. Era uma escrivã, uma senhora de seus 50 anos, que começou a fazer as perguntas de praxe, e então o homem decidiu que seriam: Courtney de Sá Brodowlski e Crespi de Sá Brodowlski, sim na hora o ele pensou, minhas filhas serão grandes mulheres.

Chegando em casa e mais calmo, foi vê-las e avisar a mulher dos nomes escolhidos. As meninas estavam lá, dormindo como se fossem duas anjinhas grudadinhas, e então disse: - Gertrudes a menininha da direita será Courtney de Sá Brodowlski e a da esquerda Crespi de Sá Brodowlski, assim, o casal se abraça e juntos falam o nome das meninas.
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Um comentário:

  1. Pelo visto uma grande história vem aí, vou seguir como se fosse uma novela! Blog-Novel... rsrs

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